quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Acordo com Apple

Google vai pagar US$17 milhões por espionar usuários da Apple nos EUA

IDG News Service / EUA 19 de novembro de 2013 - 10h29

Gigante de buscas se disse "satisfeita" por chegar a acordo com a justiça norte-americana. Caso aconteceu entre 2011 e 2012.
O Google chegou a um acordo de 17 milhões de dólares com 37 estados norte-americanos e o distrito da Columbia pelo uso não autorizado de cookies em aparelhos que rodavam o navegador Safari, da Apple, informou o promotor geral de Nova York, Eric Schneiderman, nesta segunda-feira, 18/11.

Os estados em questão acusam o Google de colocar formas de rastreamento em computadores de usuários do Safari quando eles visitavam sites da rede de publicidade Double Click, do Google, entre 2011 e 2012. Em agosto do ano passado, a empresa de Mountain View também concorodu pagar uma multa civil de 22,5 milhões de dólares para a Comissão Federal de Comércio dos EUA, a maior multa que a agência já registrou por uma violação das suas diretrizes.

“Os consumidores deveriam poder saber se há outros olhos navegando a web com eles”, afirmou Schneiderman em um comunicado. “Ao rastrear milhões de pessoas sem o conhecimento delas, o Google violou não apenas sua privacidade, mas também sua confiança.”

O Google, por sua vez, se disse satisfeito por chegar ao acordo. “Trabalhamos duro para tratar a privacidade da maneira correta no Google e tomamos medidas para remover os cookies de anúncios, que não coletavam dados pessoais, dos navegadores da Apple”, afirmou uma porta-voz da companhia via e-mail.

Como o Safari foi afetado

Por padrão, o Safari bloquei cookies de terceiros, incluindo cookies do DoubleCLick para rastrear o histórico de navegação de um usuário. Entre junho de 2011 e fevereiro de 2012, o Google alterou o código do DoubleClick para burlar essas configurações de privacidade do Safari, sem o conhecimento ou consentimento dos consumidores, explica Schneiderman.

Acordo

No acordo, o Google concordou que não iria burlar as configurações de um navegador referentes a bloqueio de cookies sem o consentimento do consumidores, a não ser que seja necessário fazer isso para detectar ou evitar uma fraude ou outras questões de segurança. A companhia também vai dar mais informações aos usuários sobre cookies e como gerenciá-los.


IDG

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