sexta-feira, 12 de julho de 2013

Ataque Zumbi

PCs infectados são porta de entrada para ataques a bancos no Brasil

A empresa de segurança Bitdefender afirma que computadores pessoais podem ser ponto de partida para ataques DDoS contra instituições bancárias

DA REDAÇÃO
05 de julho de 2013 - 14h24

Um grande número de computadores pessoais - segundo a Bitdefender na casa das dezenas de milhares - estão sendo utilizados como "inocentes úteis" nos recentes ataques ao sistema bancário brasileiro. Os ataques já derrubaram o sistema do Bradesco e agora tentam interditar as operações do Itaú, Banco do Brasil e outras instituições de menor porte.

alerta é de Eduardo D´Antona, Country Partner da Bitdefender Brasil e especialista em sistemas Antivírus e ameaças eletrônicas. Segundo o executivo, o ataque brasileiro é da modalidade DDoS (Negação Distribuída de Serviços, no acrônimo em Inglês). Ele consiste em esgotar a capacidade de respostas de um servidor web de grande porte mediante uma avalanche de solicitações de acesso simultâneas, enviados por computadores pessoais transformados em "zumbis".

Essa modalidade de ataques se vale da contaminação em massa de computadores pessoais desprotegidos, espalhando códigos maliciosos geralmente por spam. "Uma vez alojados no hospedeiro, estes vírus ficam inertes até que o computador 'mestre', controlado pelo pirata, emita a ordem de ataque", explica D' Antona.

Segundo ele, a ordem de ataque, neste caso, é de que a máquina zumbi passe a direcionar incessantes pedidos de acesso ao servidor web de uma instituição até que o serviço caia. "Por mais bem protegidos que sejam os sistemas de internet dos grandes bancos, fica extremamente difícil para eles se protegerem contra o DDoS, justamente devido à facilidade com que os criminosos ou hacktivistas arregimentam zumbis para articular os seus ataques", comenta o executivo.

Na avaliação de D´Antona, além da paralisação dos serviços, esse tipo de ataque cibernético não deve causar outros danos ao Bradesco, Itaú ou demais instituições atingidas. "Os bancos voltam à normalidade, mas a maior parte dos "zumbis" continuará à disposição do crime, sem que seus usuários tenham noção disto", comenta Eduardo D'Antona.

A empresa explica que alguns sintomas - como lentidão ou travamento do computador - podem ser associados à presença de um vírus empregado para DDoS, e aconselha os usuários a fazer varredura de seus equipamentos com um antivirus atualizado", completa ele.



CW

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