sábado, 27 de julho de 2013

Lua Cheia




Muitos mitos já descreveram os poderes de uma lua cheia, de lobisomens à loucura súbita a convulsões inexplicáveis, mas uma nova pesquisa sugere um impacto bem mais rotineiro: um sono profundo pode ser mais difícil de acontecer quando a Lua está branca e redonda no céu. 

O estudo sugere que o corpo humano é regulado não apenas pelo movimento diário do Sol, que determina o ritmo circadiano, mas também para as fases da Lua.
Publicado na edição online do periódico Current Biology, a idéia por trás da descoberta foi concebida em um bar, enquanto os pesquisadores estavam tomando uma cerbeja.
"Muitas pessoas se queixam de sono ruim durante uma Lua cheia", disse Silvia Frey, neurobióloga da Universidade de Basel.
"Então, estávamos sentados no bar em uma noite de Lua cheia, discutindo esses relatos, e pensamos que talvez possamos revisar nossos dados e alinhá-lo com a data da Lua cheia", disse Silvia. "Foi apenas pura curiosidade." 

Silvia e seus co-autores então se sentaram para rever dados de sono que eles tinham coletado para um estudo anterior.
Esse estudo incluiu 33 pessoas saudáveis ​​que passaram, cada um, três dias e meio no ambiente cuidadosamente controlado de um laboratório de sono. Eles não podiam ver relógios ou luz exterior. A temperatura e a umidade foram mantidas constantes. Os cientistas registraram seus níveis hormonais, atividade cerebral, quanto tempo demoravam para adormecer e tempo total de 
sono.
Para as duas primeiras noites de estudo, os participantes adormecer naturalmente e dormir como fariam normalmente. 

Os cientistas pegaram todos os dados coletados nessas duas noites de sono normal, um total de 64 noites, e os comparou com as fases da Lua.
Nos quatro dias antes e depois de uma Lua cheia, os participantes do estudo tiveram reduções significativas na qualidade do sono. Eles dormiram em média 20 minutos a menos por noite. A quantidade de tempo gasto em sono profundo diminuiu cerca de um terço, e eles produziram menos melatonina, o hormônio que faz as pessoas se sentir sonolentas à noite.
Os pesquisadores admitem que o estudo tem algumas limitações importantes. Como ele foi baseado em dados preexistentes, eles não são capazes de saber como o sono pode mudar para um único indivíduo que tenha sido acompanhado por um mês inteiro. Mas eles dizem que essa mesma característica também pode ser positiva, porque sem esse recorte inicial, os dados não não sofreram nenhum tipo de influência.
"Nós não esperávamos encontrar essas diferenças enormes, devo admitir", disse Silvia. "A queda da melatonina foi realmente inesperada. Ela aponta realmente para uma questão fisiológica, como um relógio lunar", disse ela.
Os biólogos têm mostrado que alguns tipos de animais, especialmente os marinhos, como caranguejos, têm relógios biológicos sincronizados com a Lua.
E um estudo recente descobriu que os pacientes submetidos a cirurgias cardíacas passaram menos tempo no hospital e tiveram taxas de mortalidade mais baixas, quando foram operados na época da Lua cheia.
Os cientistas admitem que não sabem ao certo porque a biologia humana pode estar em sintonia com a Lua. Silvia disse que isso provavelmente seja uma herança da evolução, uma característica surgida em um momento em que não era seguro para os seres humanos dormir profundamente sob a luz de uma Lua brilhante, que os tornava vulneráveis ​​a predadores noturnos.
Um especialista que não esteve envolvido na pesquisa disse as observações eram intrigantes.
"Uma quantidade significativa de pesquisa tem sido feita sobre os ritmos circadianos em humanos, olhando para os ciclos de luz e escuridão dentro de um dia de 24 horas e como eles influenciam a produção de melatonina e do relógio do corpo em geral", disse Shelby Harris, diretora do programa de Medicina Comporta mental do Sono do Centro Médico Montefiore, em Nova York. "Este estudo é altamente incomum, porque ele olha para os ciclos circalunares em seres humanos", ela disse.
"Este é o primeiro estudo a estabelecer esta periodicidade também em adultos saudáveis", disse Shelby. "Mais pesquisas são necessárias para estabelecer uma base sólida para esta descoberta, mas é bem possível que outros resultados semelhantes poderiam influenciar o tratamento de distúrbios do sono no futuro", acrescentou. 
NYT
IG

Resposta USA

27/07/2013 - 02h50

Chefe da espionagem americana diz que não lê e-mails de brasileiros

NELSON DE SÁ
DE SÃO PAULO
 
O general Keith Alexander, diretor da Agência de Segurança Nacional americana, afirmou na semana passada não estar "coletando todos os e-mails das pessoas no Brasil nem ouvindo seus telefones".
Durante seminário de segurança em Aspen, no Colorado (EUA), Alexander declarou: "Nossa tarefa é inteligência internacional. 99,9%, seja na Alemanha ou no Brasil, não são de interesse para uma agência de inteligência internacional. O que é de interesse é um terrorista saltando através dali ou fazendo algo parecido".
As declarações foram em resposta à emissora alemã ZDF, que havia questionado "por que vocês estão se concentrando tanto em juntar dados do Brasil, já que não há muito terrorismo acontecendo por lá".
Ouvido pela revista "The New Yorker", que noticiou o seminário, outro general norte-americano, Michael Hayden, ex-diretor da NSA, sublinhou a afirmação de Alexander de que não acessa mensagens do Brasil e sim aquelas que passam pelo país, que é um entroncamento ("hub") importante de cabos submarinos.
"É lá que os cabos transatlânticos vêm para a terra", diz Hayden. Só por Fortaleza, no Ceará, passam 13 deles, de empresas como Level 3, AT&T e Verizon.
A Level 3 negou há duas semanas que um acordo que mantém com a NSA inclua "vigilância não autorizada em território estrangeiro".
A espionagem americana via cabos no Brasil é parte das revelações de Edward Snowden, ex-funcionário da NSA.
Um slide postado há um mês e meio pelo jornal britânico "The Guardian" mostrava que programas da agência, como Fairview, realizam "coleta de comunicações em cabos de fibra, conforme passam os dados".
O mapa indicava o Brasil como um dos alvos.
"O slide sugere que a NSA tem drenos em cabos na América do Sul", avaliou então Christopher Soghoian, "tecnologista" da União Americana pelas Liberdades Civis (Aclu).
A íntegra do vídeo com as declarações do general Keith Alexander pode ser encontrada em http://migre.me/fBpre.
 
UOL

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Super Heróis

Super heróis são utilizados por hackers para infectar computadores

Por |                           
                                
Super heróis são utilizados por hackers para infectar computadores
Os hackers adotaram uma nova estratégia para infectar computadores. Estratégia essa que é no mínimo inusitada. Um estudo divulgado pela empresa de cibersegurança McAffe, realizado de acordo com as informações obtidas pelo software de segurança McAfee SiteAdvisor, indica que realizar pesquisas relacionadas a super heróis se tornou algo perigoso, principalmente quando se trata do Aquaman.

Heróis são usados para infectar computadores

A empresa testou pesquisas que normalmente seriam feitas pelos usuários, como “NOME DO HERÓI + online”, “NOME DO HERÓI + assistir”, “NOME DO HERÓI + trailer gratuito” e “imagens do NOME DO HERÓI + downloads” e constatou que os resultados exibiam páginas com pishing, spyware, spam, adware, vírus e outros tipos de ameaças cibernéticas.
O super herói da DC Comics Aquaman teve a maior porcentagem de resultados infectados, com o índice de 18,60%. Logo abaixo está o Sr. Fantástico, que pertence a Marvel Comics, com 18,22%. Fecha o pódio um dos mais famosos da lista – e que atualmente é o apelido de um jogador de futebol brasileiro contestado por muitos – e que também é da Marvel: o Hulk, com 17,3%.
Outros doze ‘super contaminados heróis’ compõe o ranking: Mulher Maravilha (16,77%), Demolidor (16,7%), Homem de Ferro (15,63%), Super Homem (15,21%), Thor (15,1%), Lanterna Verde (15%), Ciclope (14,4%), Wolverine (14,27%), Mulher Invisível (12,4%), Batman (12,3%), Capitão América (11,77%) e Homem Aranha (11,15%). Para a McAffe, filmes lançados recentemente, como “Os Vingadores” e “O Homem de Ferro” tiveram forte influência nesse novo foco dos hackers.

Cibersegurança recebe mais atenção no Brasil

A segurança digital ganhou destaque ao redor do planeta após as denúncias de espionagem feitas pelo ex-assistente técnico da CIA, Edward Snowden. No Brasil, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, já garantiu que o Mercosul e a Unasul Vão investir mais na área, para “avançar na adoção de medidas que garantam a proteção adequada da comunicação”.

BABOO

domingo, 21 de julho de 2013

Espionagem

Espionagem dos EUA expõe falta de lei no Brasil para proteger dados pessoais

Atrasado, governo discute anteprojeto de lei de proteção a dados pessoais inspirado em modelo europeu para garantir direito à privacidade


As denúncias de que a agência nacional de segurança dos Estados Unidos (NSA) espionou ligações telefônicas e e-mails de brasileiros e acessou dados pessoais armazenados por grandes empresas de internet, como Google, Facebook e Microsoft, escancararam o tamanho do risco para os internautas que usam os serviços de empresas americanas.
 
Os usuários brasileiros estão desprotegidos diante da obrigatoriedade de colaboração dessas empresas para ações de espionagem e monitoramento feito pelo governo dos EUA. E o mais grave: o Brasil não tem legislação que proteja os usuários diante das regras a que as empresas americanas estão submetidas.
Getty Images
Falta de lei de proteção de dados pessoais no Brasil deixa internautas descobertos, diz especialista em direito digital

A falta de leis específicas reduz o poder do Brasil ao cobrar providências e tentar punir os envolvidos no esquema de monitoramento revelado por Edward Snowden , ex-técnico de redes de computação da NSA, a partir do início de junho.
“O Brasil está bastante atrasado e precisa de uma lei de proteção de dados pessoais. Estamos descobertos”, diz Renato Opice Blum, advogado especialista em direito digital e presidente do Conselho de Tecnologia de Informação da FecomercioSP. Atualmente, 101 países contam com leis de proteção a dados pessoais. Na América Latina, Argentina, Colômbia, Paraguai, Peru e Uruguai já aprovaram leis que garantem a privacidade de dados dos usuários.
Sem uma legislação de proteção de dados pessoais, as informações de brasileiros armazenadas em serviços de e-mail, redes sociais, ferramentas de backup de arquivos em nuvem, entre outros serviços baseados em web, ficam sujeitas aos termos de uso definidos pelas empresas de internet. Eles têm validade jurídica e estão alinhados com as leis americanas que, segundo organizações de proteção da privacidade, permitem que a NSA espione comunicações e dados pessoais de estrangeiros armazenados por empresas americanas.
Após as denúncias de espionagem dos Estados Unidos no Brasil, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, defendeu mecanismos mais fortes de proteção da privacidade dos brasileiros. Segundo o ministro, integrantes de um grupo técnico interministerial estudam diversas propostas. "Temos que ter mecanismos de defesa do Estado, da soberania, e, sobretudo, para defender a privacidade e a inviolabilidade das comunicações dos cidadãos”, disse Bernardo, após reunião com a presidente Dilma Rousseff para tratar do assunto, na semana passada.
Por vias diplomáticas, o governo brasileiro cobra explicações do EUA sobre as denúncias de espionagem a brasileiros. Em paralelo, o Brasil leva a discussão também para a Organização das Nações Unidas (ONU), numa tentativa de criar normas internacionais para garantir a privacidade das informações dos brasileiros, estejam elas armazenadas em qualquer país.
“[A Constituição garante] o direito à privacidade, que é inviolável, direito ao sigilo das correspondências, das comunicações e ligações telefônicas, salvo sob autorização judicial”, disse o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, durante a audiência pública da Comissão de Relações Exteriores do Senado, realizada na quarta-feira da semana passada (10).
Corrida contra o tempo
Apesar do atraso em relação a outros países, o Brasil discute há cerca de dois anos um anteprojeto de lei de proteção de dados pessoais. O texto, que já passou por consulta pública para receber contribuições dos consumidores, foi criado pelo Ministério da Justiça em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV) do Rio de Janeiro. O documento final já recebeu também contribuições de outros ministérios, como o das Comunicações, do Desenvolvimento, da Fazenda e da Ciência e Tecnologia.
Com as denúncias da espionagem americana, o anteprojeto ganhou força e a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), órgão responsável pelo assunto no Ministério da Justiça, deve encaminhar o texto nos próximos dias à Casa Civil. A proposta poderá sofrer alterações e a expectativa é que o governo acelere o processo com o envio para o Congresso Nacional, que decidirá a proposta de aprovação de dados no Brasil. “Minha percepção é de que os últimos acontecimentos aumentaram a urgência de que nossos dados estejam protegidos”, diz Danilo Doneda, coordenador-geral de estudos e monitoramento de mercado da Senacon.
Em entrevista ao iG , Doneda explica que o projeto tem a intenção de devolver o controle sobre os dados coletados por empresas, inclusive as de internet, aos brasileiros. “O cidadão terá a última palavra sobre o que será feito com seus dados. O Estado, por outro lado, mostrará para as empresas que tratar de informações pessoais não é uma operação banal”, diz Doneda.
O anteprojeto de lei de proteção a dados pessoais, juntamente ao Marco Civil da internet, é considerado fundamental pelos especialistas para garantir a privacidade das informações de internautas brasileiros, muitas vezes armazenadas em servidores localizados no exterior. “Com a computação em nuvem, o conteúdo dos usuários ficou espalhado pela rede e não está acessível aos usuários e ao governo”, diz Demi Getschko, presidente do Comitê Gestor da Internet (CGI).
Proteção
Se passar pela Casa Civil e pelo Congresso, a lei brasileira garantirá a proteção dos dados do usuário em quaisquer comunicações realizadas no Brasil, ainda que os dados fiquem guardados em servidores localizados no exterior. “A lei facilitará a troca de dados com países que tiverem leis similares, mas as empresas precisarão obter autorização para armazenar dados em outros países”, explica Doneda, sobre a possibilidade de empresas armazenarem dados pessoais de brasileiros em datacenters construídos em países sem lei similares, como os EUA.
Outra determinação que consta do anteprojeto obriga as empresas, como Google e Facebook no caso da internet, a renovarem a permissão do uso dos dados do internauta periodicamente, além de permitir que o internauta revogue essa permissão a qualquer momento. Por meio dos termos de uso, as empresas terão de informar a finalidade do uso dos dados e permitir que o usuário possa baixar o conjunto de dados armazenados a seu respeito pela empresa em até cinco dias após a solicitação.
No quesito segurança, o anteprojeto obriga as empresas a adotar as medidas de segurança necessárias para evitar que os dados sejam acessados por terceiros sem autorização, quando houver uma tentativa de invasão do banco de dados. No caso das acusações de espionagem, isso garantiria ao Brasil a possibilidade de aplicar punições às empresas, mesmo que elas aleguem terem sido espionadas sem consentimento pelo governo dos EUA. O governo brasileiro poderá ainda exigir que as empresas adotem um conjunto mínimo de medidas de segurança.
De acordo com Victor Haikal, advogado especializado em direito digital e sócio do escritório Patrícia Peck Pinheiro Advogados, um dos principais pontos do anteprojeto é a criação do Conselho Nacional de Proteção de Dados Pessoais, que concentrará denúncias e estabelecerá multas e outras punições. Em caso de abusos, a empresa que infringir as regras e violar o direito de privacidade dos brasileiros poderá pagar multa no valor entre R$ 2 mil e R$ 6 milhões e até mesmo ter suas atividades suspensas.
Inspiração europeia
A proposta do Ministério da Justiça está alinhada com a política de proteção de dados pessoais adotada pelos países da União Europeia, apontada por especialistas em direito digital como a mais restrita em todo o mundo.
“O modelo de diretivas da União Europeia é muito bom e acho positivo servir de inspiração para o Brasil”, diz o especialista Opice Blum. Na União Europeia, o bloco criou normas para proteção de dados pessoais a partir de 1995 e foi pioneiro em criar uma instituição para fiscalizar o cumprimento das regras pelas empresas que obtêm e armazenam dados dos usuários.
“Países onde não há legislação específica sobre privacidade e proteção de dados pessoais estão certamente mais expostos a abusos. O Brasil tem uma grande oportunidade de aprender com a experiência de outros países para moldar uma regulação eficaz”, diz Paolo Balboni, advogado especialista em direito digital e diretor científico da Associação Europeia de Privacidade.
Outros projetos
Além do anteprojeto de lei criado pelo Ministério da Justiça e pela FGV-Rio, outros projetos de lei tentam estabelecer diretrizes para a proteção de dados pessoais. O projeto de lei 4.060, do deputado Milton Monti (PR-SP), estabelece regras básicas para o tratamento de dados pessoais Já o projeto de lei 3.558, do deputado Armando Vergílio (PSD-GO), aborda a proteção de dados obtidos por meio de biometria.
Contudo, o projeto de lei 4.060 pode ser arquivado em breve. O deputado Onofre Santo Agostini (PSD-SC), relator de ambos os projetos, entregou em abril seu parecer à Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática em que pediu que o projeto de lei 3.558 siga para a Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania, mas que o projeto de lei sobre proteção de dados pessoais seja rejeitado. “Achamos o projeto sobre dados biométricos mais viável que o outro”, explica Agostini. 
*Com informações da Agência Brasil.

IG

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Golpe nas Nuvens

Vigilância dos EUA ameaça a confiança na computação em nuvem

Por E-ponto | em 11/Jul/13
Corporativo Destaque Nuvem

Se Julian Assange do Wikileaks causou um enorme mal estar entre os governantes de várias nações devido ao vazamento de troca de correspondências confidenciais americanas, os dados vazados por Edward Snowden da National Security Agency – NSA foram muito além de constrangimentos governamentais afetando de forma direta a confiança dos usuários e empresas nos serviços de computação em nuvem prestados por empresas americanas, um prejuízo que está por vir e dificilmente será revertido.

Vigilância dos EUA ameaça a confiança na computação em nuvem

Vigilância dos EUA ameaça a confiança na computação em nuvem

A voz de desconfiança sobre os prestadores de serviços de computação em nuvem norte-americanos começam a pipocar por todos os lados do planeta, na semana passada o ministro do Interior Hans-Peter Friedrich da Alemanha que é o oficial de segurança superior do país, advertiu pessoas e empresas preocupados com a privacidade para não utilizarem os serviços de informática de empresas baseadas nos Estados Unidos, segundo a Associated Press. Vigilância dos EUA ameaça a confiança na computação em nuvem

Durante a ORGCon2013 o especialista em privacidade Caspar Bowden alertou os cidadãos europeus para não usarem serviços de nuvem hospedados nos EUA por suspeitas de espionagem. Ele disse que as leis americanas de vigilância cibernética permitem que as agências de inteligência acessem os dados de propriedade de cidadãos não americanos armazenados em servidores de computação em nuvem gerenciados por empresas dos EUA. Ivo Opstelten ministro da justiça holandês havia afirmado em 2011 que provedores americanos de serviços de computação em nuvem poderiam ser excluídos das licitações do governo holandês devido às exigências do Patriot Act. Ele mais tarde alterou sua decisão, dizendo que era um conflito de legislação que inicialmente deveria ser resolvido entre governos mas ficou a sinalização clara para as empresas privadas não arriscarem seus negócios com provedores de serviços de nuvem americanos.



Vigilância dos EUA ameaça a confiança na computação em nuvem
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Vigilância dos EUA ameaça a confiança na computação em nuvem

O espectro de dúvida sobre a segurança dos dados na nuvem já custou negócios de empresas dos EUA no exterior. No final de 2011 a empresa aeroespacial britânica BAE Systems cancelou seus planos de usar o Microsoft Office 365 devido a preocupações de privacidade de dados, de acordo com a publicação Computer Weekly. Empresas canadenses de prestação de serviços de saúde também evitaram a nuvem por medo de que dados sobre o estado de saúde de seus pacientes colocados nos servidores em nuvem gerenciados por empresas norte-americanas sejam examinados pela NSA de acordo com o Ars Technica.

As revelações feitas por Edward Snowden representam uma ducha de água fria para Microsoft, Google, Facebook, Amazon ou qualquer outra empresa de tecnologia com presença global que está lutando para ganhar posições no crescente mercado de serviços de computação em nuvem. Embora algumas delas estejam tentando demonstrar transparência de seus atos publicando “relatórios de conformidade” a cada dia que passa vêm a público novas revelações sobre a colaboração dessas empresas com as agências de vigilância americanas, fatos que prejudicam de forma irreparável a credibilidade sobre a segurança e privacidade dos serviços de computação em nuvem.

Essas empresas terão que achar uma forma de salvar suas reputações depois deste festival de denúncias sobre a entrega de informações de clientes para as agências de vigilância americanas. Agora elas deverão redobrar seus esforços para dissipar as desconfianças com a segurança e privacidade dos dados armazenados em nuvem, uma tarefa nada fácil. Os clientes possuem apenas um indicador objetivo até o momento…… SORRIA, você está sendo vigiado!!!!

Baboo

domingo, 14 de julho de 2013

Datilografia

Serviço de guarda russa reverte para máquinas de escrever depois da NSA vazamentos

Mirian Elder
quinta feira 11 de julho de 2013
guardian.co.uk

Máquina de escrever
FSO da Rússia apresentou recentemente em uma encomenda de 20 máquinas de escrever Triumph Adler. Foto: Corbis

Vazamentos por EUA denunciante Edward Snowden russos alimentaram suspeitas sobre comunicações electrónicas.

Na esteira do escândalo de vigilância dos EUA revelou por os EUA denunciante Edward Snowden, a Rússia está planejando adotar um meio infalível de evitar a espionagem eletrônica mundial: revertendo para o papel.

O Serviço de Guarda Federal (FSO), um poderoso corpo encarregado de proteger os funcionários mais graduados da Rússia, apresentou recentemente em uma ordem para 20 Triumph Adler máquinas de escrever, o jornal Izvestia relatou.

Cada máquina de escrever cria uma "letra" único, permitindo a sua fonte a ser seguido, segundo o relatório.

"Depois do escândalo com a disseminação de documentos secretos pelo WikiLeaks, as revelações de Edward Snowden, os relatórios de ouvir Dmitry Medvedev, durante sua visita à cúpula do G20 em Londres, a prática de criação de documentos em papel vai se expandir", uma fonte dentro do FSO foi citado como dizendo.

Documentos vazados por Snowden, no mês passado, disse espiões EUA baseado no Reino Unido interceptado comunicações ultra-secretos por Medvedev , então presidente e agora primeiro-ministro, durante a sua visita a Londres em Abril de 2009. Autoridades russas estavam furiosos com os relatos.

As revelações de Snowden, atualmente acredita-se ser em aeroporto de Moscou Sheremtyevo, alimentou os temores russos sobre os perigos da internet e das comunicações electrónicas. "Muitos documentos ainda não são criados em formato eletrônico", disse fonte do Izvestia. "Esta prática continua dentro do Ministério da Defesa, o Ministério de Situações de emergência e os serviços de segurança." Grande parte da extensa burocracia do país parece parado no tempo, renunciou ao uso de telegramas e fax para a maioria das comunicações.

"Do ponto de vista da garantia da segurança, qualquer forma de comunicação eletrônica é vulnerável", Nikolai Kovalev, um deputado e ex-chefe do Serviço de Segurança Federal, disse Izvestiya.+ .. "Qualquer informação pode ser tomada a partir de computadores É claro que existe meios de protecção, mas não há garantia de 100% que eles vão trabalhar Então, do ponto de vista de manter segredos, o método mais primitivo é o preferido: uma mão humana com uma caneta ou uma máquina de escrever. "

theguardian

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Ataque Zumbi

PCs infectados são porta de entrada para ataques a bancos no Brasil

A empresa de segurança Bitdefender afirma que computadores pessoais podem ser ponto de partida para ataques DDoS contra instituições bancárias

DA REDAÇÃO
05 de julho de 2013 - 14h24

Um grande número de computadores pessoais - segundo a Bitdefender na casa das dezenas de milhares - estão sendo utilizados como "inocentes úteis" nos recentes ataques ao sistema bancário brasileiro. Os ataques já derrubaram o sistema do Bradesco e agora tentam interditar as operações do Itaú, Banco do Brasil e outras instituições de menor porte.

alerta é de Eduardo D´Antona, Country Partner da Bitdefender Brasil e especialista em sistemas Antivírus e ameaças eletrônicas. Segundo o executivo, o ataque brasileiro é da modalidade DDoS (Negação Distribuída de Serviços, no acrônimo em Inglês). Ele consiste em esgotar a capacidade de respostas de um servidor web de grande porte mediante uma avalanche de solicitações de acesso simultâneas, enviados por computadores pessoais transformados em "zumbis".

Essa modalidade de ataques se vale da contaminação em massa de computadores pessoais desprotegidos, espalhando códigos maliciosos geralmente por spam. "Uma vez alojados no hospedeiro, estes vírus ficam inertes até que o computador 'mestre', controlado pelo pirata, emita a ordem de ataque", explica D' Antona.

Segundo ele, a ordem de ataque, neste caso, é de que a máquina zumbi passe a direcionar incessantes pedidos de acesso ao servidor web de uma instituição até que o serviço caia. "Por mais bem protegidos que sejam os sistemas de internet dos grandes bancos, fica extremamente difícil para eles se protegerem contra o DDoS, justamente devido à facilidade com que os criminosos ou hacktivistas arregimentam zumbis para articular os seus ataques", comenta o executivo.

Na avaliação de D´Antona, além da paralisação dos serviços, esse tipo de ataque cibernético não deve causar outros danos ao Bradesco, Itaú ou demais instituições atingidas. "Os bancos voltam à normalidade, mas a maior parte dos "zumbis" continuará à disposição do crime, sem que seus usuários tenham noção disto", comenta Eduardo D'Antona.

A empresa explica que alguns sintomas - como lentidão ou travamento do computador - podem ser associados à presença de um vírus empregado para DDoS, e aconselha os usuários a fazer varredura de seus equipamentos com um antivirus atualizado", completa ele.



CW

terça-feira, 9 de julho de 2013

Brasil vigiado.

Escândalo nos EUA confirma: “O Grande Irmão” nos vigia

Era uma questão de tempo a confirmação do que já desconfiávamos em relação ao controle de informações pessoais na internet. Graças a um funcionário terceirizado do Serviço da Agência de Segurança Nacional (NSA) dos EUA, sabemos que somos vigiados e que a expressão liberdade individual necessita, mais uma vez, de um novo conceito, ou ser banida definitivamente de nossos dicionários.

A história Edward Snowden, o rapaz que entregou o esquema, é relativamente simples: um jovem de 29 anos inconformado com os programas de espionagens secretos de seu país e que resolve, por motivos morais, levar a público o que pode ser considerado invasão da vida privada. “Eu tinha acesso a todo tipo de informação e de qualquer pessoa na minha mesa de trabalho”, declarou Snowden em vídeo divulgado supostamente de Hong Kong e distribuído ao mundo inteiro por meio das agências internacionais de notícias. Ora, quando ele diz qualquer informação é qualquer informação mesmo, inclusive aquelas que protegemos com o uso de senha como, por exemplo, e-mails.

Um enorme problema ético, diplomático e político para o governo Obama, porém, um problema maior ainda para o simples cidadão que necessita da internet no seu dia-a-dia. Por isso, há de se efetuar uma profunda análise dos efeitos dessa mega vigilância digital em nossas vidas. Uma vigilância nunca antes possível, porque não havia meios para tal. É como se hoje ainda vivêssemos na Inquisição da Idade Média, mas não mais com medo do vizinho ou desafeto que nos vigiassem os passos, mas com medo de emitir a mais banal das opiniões nas redes sociais.



Essa questão é tão séria que vai além do controle das informações em nome de uma suposta segurança coletiva. Tal qual o governo dos EUA, grandes corporações também podem ter acesso às nossas informações e traçar inclusive nosso perfil psicológico, hábitos de consumo e comportamento, sexual, religioso, entre outros. É de se supor, portanto, que neste mundo globalizado e cercado de satélites, todo indivíduo pode ser localizado em coordenadas precisas, seja para o bem ou para o mal.

A pergunta que devemos estar fazendo é: como evitar que nossa vida seja bisbilhotada para todo e qualquer fim? A resposta não nos parece fácil, porque envolve conceitos de comunicação e avanços tecnológicos pertinentes a este século e jamais pensados durante a Revolução Francesa, quando se formularam os direitos fundamentais do homem, presentes em todas as constituições democráticas dos países ocidentais.

A resposta, ou respostas, a nosso ver, devem contemplar quatro atitudes coletivas e individuais. Primeira, teríamos que adaptar nossa legislação para os novos tempos, dizer o que pode e o que não pode em termos de sigilo de informações, sobremodo as pessoais; segunda, seria nos perguntar o quanto estamos dispostos à exposição em redes sociais – será que estou fazendo o certo deixando minha vida exposta dessa maneira? –; terceira, e talvez a mais importante, permitir, a partir de competente legislação, a criação de uma empresa pública ou privada para controle e registro de outras empresas que detenham acesso a nossos dados, para que eles não sejam negociados ou vendidos para fins que desconhecemos e sem a nossa anuência; e a última seria drástica, porém quase impossível, porque passaria por conhecimentos técnicos que a maioria dos usuários da internet não tem: a criação de programas individuais de comunicação e acesso ao mundo digital.

Não obstante esse quadro de horror e a solução que se dê, fato é que a ficção mais uma vez antecipou-se à história. Somos reféns do “Grande Irmão”, criatura fictícia no romance 1984 de George Orwell. A máxima do livro “Big Brother is watching you” (O Grande Irmão está te observando) nunca foi tão atual.

Agora, cabe-nos dizer, e de maneira contundente, que tamanho deve ser o olho desse ser que a tudo vê e a tudo pode controlar.
idg

Wanderson Castilho Especialista em crimes digitais e professor do BATI (Behaviour Analysis Training Institute) no Brasi

sábado, 6 de julho de 2013

Apps 100 falhas

100 novas falhas de segurança em apps para Windows são descobertas

Por Lucas Moura | em 05/Jul/13 | Segurança

Em nota publicada nessa sexta-feira (05), a F-Secure apontou a descoberta de 100 novas falhas de segurança em programas para Windows.

100 novas falhas de segurança em programas para Windows

Sem especificar exatamente quais falhas são, a empresa aponta que essas falhas se espalham por vários programas tipicamente usados em estações de trabalho mundo afora. No mês de junho, os hackers tentaram atacar as empresas de duas formas. Por meio de e-mails com links ou anexos maliciosos feitos sob medida ou por injeção de código malicioso em sites tipicamente acessado por tais empresas. “Os hackers estão mirando as empresas e o custo de apenas uma infecção pode ser considerável, com perda de informações, fundos roubados, interrupção dos negócios e vazamento, sem mencionar os danos causados à reputação de uma companhia se os dados dos clientes são comprometidos”, aponta Pekka Usva, vice-presidente de Segurança da F-Secure.

Se a situação já parece ser complicada no Windows, isso só piora quando se trata do mercado mobile. Foi encontrado pela BlueBox Security uma falha no Android que pode afetar todos os aparelhos com o sistema operacional

Essa falha permitiria que um aplicativo para Android assinado digitalmente seja modificado sem que a sua assinatura criptografada seja quebrada, o mostraria como um programa legitimo.

novas falhas de segurança

Baboo

terça-feira, 2 de julho de 2013

Versão Beta

Ainda não aconselhável usar, somente para especialistas testarem


4 internet para o seu PC com Kaspersky Internet Security 2014

Kaspersky Internet Security 2014 Beta

Internet security é algo que se tem tornado cada vez mais popular, mas também mais necessário, nos últimos anos. A cada dia que passa, os hackers encontram novas maneiras de aceder aos seus dados pessoais enquanto você faz compras online, ou levam-no a clicar em algo cheio de vírus. Kaspersky Internet Security 2014 é uma suíte de segurança na internet para PC que aumenta o nível de segurança do seu PC.
Kaspersky Internet Security 2014 tem uma interface muito mais fácil de usar. Em vez dos labirintos habituais que se dizem ser interfaces de outros programas de segurança, tudo estará à sua vista. Também tem suporte para ecrãs táteis, para que consiga consultar o estado da sua conta e geri-la ou alterar configurações mesmo se não estiver perto de um PC. Isto é especialmente importante dada a recente popularidade dos smartphones e tablets.
Kaspersky Internet Security 2014 também tem uma funcionalidade de Safe Money, ou Dinheiro Seguro, que o irá proteger a si e à sua informação pessoal enquanto efetua transações online, operações bancárias, etc. A nova versão suportará mais do que bancos e lojas online pois também permitirá que escolha o navegador web que quer usar.Kaspersky Internet Security 2014 também deverá consumir menos recursos que outras suítes de segurança, para que possa utilizar o seu PC para outras tarefas enquanto trata dos problemas de segurança.
Kaspersky Internet Security 2014 também possui um “Suporte para tecnologia ligada em standby”. Isto significa que se acontecer que você esteja ligado ao programa e precisar de algum tipo de ajuda, ela estará disponível de imediato. Descarregue uma versão experimental de Kaspersky Internet Security 2014 e experimente a diferença!
Prós:
• Interface fácil de utilizar
• Suporte para ecrãs táteis
• Funcionalidade Safe Money, ou Dinheiro Seguro
• Utiliza menos recursos
• Suporte para tecnologia ligada em standby
Contras:
• Pode utilizar uma quantidade considerável de memória
Limitações de Kaspersky Internet Security 2014:
• 30 dias de período experimental