sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Android

De cada dez pragas para smartphones, seis atacam o Android

Vítima de seu sucesso, plataforma da Google é a que mais sofre com cibercriminosos. Softwares da Adobe, porém, são os mais visados.

O Android é a plataforma móvel mais visada por cibercriminosos, aponta estudo da companhia de segurança McAfee. O sistema da Google ultrapassou o Java ME no segundo trimestre deste ano, já que, das 1200 pragas para smartphones avaliadas, 60% foram desenvolvidas tendo como alvo o sistema móvel.

A McAfee destaca que o número de malwares que vitimam plataformas móveis é bem menor do que os que atacam Pcs, mas, que claramente, o Android têm sido mais alvejado em relação a seus rivais. O motivo parece óbvio: vendas em alta. Segundo o instituto Canalys, 51,9 milhões de smartphones com ele foram comercializados no último trimestre – 48% do total.

De acordo com a empresa, cerca de 2 milhões de amostras de pragas são avaliadas todo mês. Ela espera que, até o fim do ano, tenha uma “coleção” com mais de 75 milhões.

Outra questão relevante é o aumento de malwares que tentam infectar computadores Mac – principalmente os que se passam por antivírus. “Isso coloca a Apple na zona de perigo. Será interessante observar se os códigos maliciosos migrarão também para o iPhone e o iPad. Na verdade, é provável que seja mais uma questão de quando isso ocorrerá, não de se”, afirma a pesquisa.


A quantidade de rootkits - um tipo de malware – também sofreu alta. “Nos seis primeiros meses, o crescimento foi de 38% em relação ao mesmo período do ano passado”. O estudo destaca o Koutodoor e o TDSS, que se escondem na máquina a fim de roubar dados pessoais.

Interessante ressaltar que os produtos da Microsoft deixaram de ser os mais atacados. De acordo com McAfee, os crackers têm preferido avançar sobre os softwares da Adobe. Em junho, 14 mil pragas atacaram os programas da desenvolvedora do Photoshop, ante apenas duas centenas que se voltaram contra os da gigante de Redmond, escreveu Toralv Dirro, diretor de estratégia da McAfee.

A companhia, porém, alega que os softwares da Adobe não são tão visados por serem mais vulneráveis que os da Microsoft. Segundo a empresa, os programas dela, além de populares, são muito suscetíveis a ataques via Web, por serem facilmente reconhecidos pelos crackers – vide os problemas enfrentados por seu leitor PDF.

Por Network World/US




 Leia mais: 5 conselhos para proteger seu aparelho Android

1:: PesquiseProcure se informar a respeito do desenvolvedor do aplicativo que queira baixar. Ele tem seu próprio site? E os outros programas, também são confiáveis? Se não for o caso, é melhor desistir do download. Leia as análises, mas lembre-se que as opiniões publicadas na Android Market nem sempre são fidedignas. O melhor é procurar em outros portais – principalmente os de reputação – o que se fala sobre os softwares.
2:: PermissõesSempre que baixar um programa ou atualizá-lo, você verá a lista de permissões que ele exige pra ser instalado. Preste atenção: um alarme, provavelmente, não precisa de acesso aos seus contatos. A questão é simples. Se um software pedir por mais do que precise, é melhor deixá-lo de lado.
3:: Evite instalar pacotesQuando o Angry Birds chegou ao Android, você poderia baixá-lo a partir de uma loja alternativa e instalá-lo com um arquivo APK. Embora o jogo, obviamente, não seja um malware, não é recomendado carregar essa extensão a partir de sites não oficiais. Na maioria dos casos, você não saberá o que há neles e, quando souber, talvez seja tarde demais.
4:: AntivírusProteja seu smartphones com um software antivírus. Há empresas renomadas que os oferecem, e alguns são gratuitos. O Lookout Mobile, por exemplo, faz uma varredura no sistema para garantir que nenhuma praga o está corrompendo. Além disso, programas do tipo, em geral, possuem uma ferramenta para localizar o celular em caso de perda ou mesmo para apagar dados pessoais.
5: ScamsAcredite ou não, seu smartphone é alvo de phishing scams, sites maliciosos e downloads não requisitados, tal qual seu PC. Portais suspeitos costumam pedir informações pessoais do usuário, mas piores são aqueles que instalam, automaticamente, um malware no sistema e, a partir daí, obtêm o que querem.
Se você seguir esses passos simples - e sempre mantiver um olhar atento sobre o aparelho -, estará em melhores condições de aproveitar todo o potencial de seu smartphone.

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