segunda-feira, 13 de junho de 2011

Total Security

Qual é a melhor ferramenta de virtualização do mercado?


Data centers grandes ou pequenos rumam para a completa virtualização, isso é inegável. Mas por um longo período, o mercado ficou concentrado na VMware, que foi o primeiro fornecedor a perceber que precisaria oferecer interoperabilidade com estabilidade, algo importante para que os servidores virtuais entrassem em produção diária. Mas hoje já há diversas opções no mercado.

Para apurar de forma precisa como está a corrida pela virtualização, os fornecedores Citrix, Microsoft, Red Hat e VMware aceitaram testar produtos no Network Computing Lab, na Universidade do Havaí, colocando suas soluções em teste. A InfoWorld coordenou o trabalho, comparando o Citrix XenServer, Microsoft Windows Server 2008 R2 Hyper-V, Red Hat Enterprise Virtualization e VMware vSphere. As métricas foram abrangentes, de facilidade de instalação a desempenho e funcionalidades de gerenciamento.

Para o teste, foram usados o mesmo hardware, mesma topologia de rede, rodando as mesmas máquinas virtuais. As ferramentas de análise foram executadas em Linux e Windows, que avaliaram testes subjetivos de gerenciamento e administração. A publicação analisou configuração de host, criação de templates e clonagem de máquinas virtuais, atualizações e correções, snapshots e backups, opções de scripts, além de recursos mais avançados como balanceamento de carga.

Os resultados mostraram que as quatro soluções combinam desempenho excelente com um conjunto rico de ferramentas de gerenciamento. Mas a VMware ainda leva um pouco de vantagem, talvez em razão de seu tempo de mercado. A ferramenta do fornecedor possui funcionalidades avançadas que as outras ainda não têm, além de mostrar um nível de consistência e precisão que ainda não foram alcançadas pelos outros. Os concorrentes possuem preços mais baixos, mas esse fator não é determinante, pois todas as ferramentas podem conter custos ocultos.

Em relação ao desempenho, os quatro chegaram a um parecido, sem grandes vencedores ou perdedores. As principais diferenças emergiram nos testes de carga, no qual o Hyper-V da Microsoft e o XenServer, da Citrix, tiveram um desempenho prejudicado. Rodando em servidor Windows, os melhores resultados vieram dos hypervisors da Microsoft e da VMware. Rodando em Linux, os produtos da Citrix, Red Hat e VMware tiveram resultados sólidos, com uma pequena desvantagem para a Microsoft. Nos testes de largura de banda com dados criptografados, Citrix e VMware se mostraram três vezes mais rápidos que Microsoft e Red Hat, graças a um melhor aproveitamento do processador Intel Westmere.

Três outros quesitos que importam muito para ambientes de qualquer tamanho é migração em tempo real de máquinas virtuais, alta disponibilidade e balanceamento de carga. O primeiro é a capacidade das máquinas de se movimentarem entre diferentes hosts sem um reboot. O segundo permite que o sistema reconheça máquinas virtuais que não estão em funcionamento para tomar as medidas necessárias, como reiniciar as máquinas. O terceiro nivela a carga das máquinas em toda a infraestrutura, para não haver problemas de desempenho. Esses três recursos-chave, que já foram exclusivos da VMware, agora estão presentes em cada solução testada.

Atrás desses recursos, estão alguns também importantes, como provisionamento otimizado, criação de templates e snapshots, backups automáticos, migração de storage em tempo real e recursos avançados de gerenciamento de memória. Nesses casos, existem algumas exceções. Entre os hypervisors, a VMware ainda é a única capaz de fazer migrações em tempo real de storage. Quanto aos recursos avançados de gerenciamento de memória, somente VMware e Red Hat oferecem recursos completos.

Algumas dessas últimas ferramentas citadas são extremamente importantes para infraestruturas rodando um número muito grande de máquinas virtuais por host e um grande número geral de máquinas virtuais. No entanto, ambientes menores podem não precisar de todos eles no curto prazo. Alguns desses recursos facilitam a gestão, mas não têm um impacto direto na experiência do usuário, como as migrações em tempo real, alta disponibilidade e balanceamento de carga.

Deve-se, ainda, analisar a questão da integração com API, que pode trazer grandes benefícios em casos de implementações muito grandes de virtualização, mas todas as soluções têm alguma forma de gestão de scripts ou recurso similar. Já no quesito compatiblidade com sistema operacional, só a VMware tem suporte explícito para Mac OS X Server, FreeBSD, NetWare e Solaris. Os demais limitam-se às distribuições Linux e plataformas Windows.

Em resumo, todos os fornecedores fornecem recursos suficientes para uma variedade de tamanhos de ambientes, mas a VMware ainda se demonstra o mais maduro e rico em recursos.

A complexidade do modelo de licenças é um quesito importante a ser levado em consideração. Os modelos utilizados pela VMware e Microsoft são os mais complexos. A VMware oferece diversos níveis de vSphere, cada um com um conjunto de recursos diferentes, cobrados por socket físico. A Microsoft oferece o Hyper-V como parte do Windows Server 2008 R2, com uma licença corporativa permitindo quatro servidores rodando o mesmo sistema operacional em um servidor físico, além de uma licença para datacenter que permite rodar um número ilimitado de máquinas virtuais por servidor físico.

O XenServer, da Citrix, é cobrado por servidor, não importando a capacidade do mesmo. Como a VMware, a Citrix oferece diversos níveis de sistema. O Red Hat Enterprise Virtualization é o mais simples (e barato), com uma única taxa anual por servidor físico, com opções de suporte em meio período ou no sistema 24x7.

Considerações finais
A desculpa mais comum para o atraso em projetos de virtualização no passado era o preço das ferramentas contraposto à falta de recursos importantes, muitos deles citados aqui. Hoje, todos os recursos desejados estão disponíveis e projetos bem-sucedidos mostram que a capacidade de redução de custos e o aumento da eficiência da virtualização é real, compensando muito os investimetnos.

Em uma avaliação geral, o Hyper-V, da Microsoft, é o que chega mais perto da vSphere, da VMware, nas funcionalidades gerais de gerenciamento. No entanto, a Microsoft possui uma gestão de funções espalhadas em diversas ferramentas, enquanto os demais têm a vantagem de concentrar tudo em um único servidor de gerenciamento.

O XenServer, da Citrix, combina uma excelente performance com Linux, implantação rápida, mas algumas funções avançadas requerem configurações adicionais e outras ferramentas de suporte. Uma desvantagem é o fato de que todas as operações de gestão de máquina virtual são serializadas, tomando mais tempo para realizar algumas ações, como ligar ou desligar máquinas. Limitação que impacta na gerenciabilidade e escalabilidade.

O Red Hat Enterprise Virtualization, por sua vez, também é de rápida instalação e tem as funcionalidades primárias de gerenciamento, mas ainda tem alguns problemas em relação à gestão de host e à alta disponibilidade. A sua performance é sólida tanto com sistemas Windows e Linux e é o mais próximo do VMware quando o assunto é um sistema com ingredientes para um ambiente altamente escalável.

Não é surpreendente que o VMware vSphere ainda tenha a melhor a nota de uma forma geral, mas o que se pode observar é que a distância entre ele e os concorrentes está diminuindo velozmente, razão pela qual é possível afirmar que nunca houve melhor hora para apostar em soluções de virtualização

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