sexta-feira, 10 de junho de 2011

Sony vazou

Hacker do PS3 culpa "arrogância da Sony" por vazamento de dados da PSN

Em post em seu blog oficial, GeoHot condena ataque e afirma que executivos da empresa pagaram o preço por não entender cultura hacker.

Após ser processado pela Sony por postar um código que permite o “desbloqueio” do PlayStation 3, o hacker GeoHot culpou a arrogância dos executivos da empresa pelo recente vazamento de dados dos usuários da rede PlayStation Network (PSN).

Atualmente proibido de hackear os produtos da fabricante japonesa, George Hotz publicou um post em seu blog acusando a empresa de pagar o preço por não entender a cultura hacker.

“Não vamos culpar os engenheiros da Sony por isso. A culpa é dos executivos que declararam guerra contra os hackers, riram da ideia de pessoas penetrando o forte que a Sony já foi, reclamaram incessantemente sobre pirataria e continuaram contratando mais advogados quando precisavam na verdade é de bons especialistas em segurança”, escreveu o hacker, que “fez as pazes” com a Sony por meio de um acordo apenas alguns dias antes da invasão à PSN. “Alienar a comunidade hacker não é uma boa ideia.”

Ícone hacker
Hotz, que já era famoso por fazer jaibreak no iPhone, tornou-se uma espécie de “ícone hacker” depois de o departamento legal da Sony usar táticas pesadas, incluindo pedir ao juiz permissão para ver os endereços de IP de pessoas que visitaram o site do hacker – aparentemente querendo desencorajar os usuários de baixar e distribuir esse tipo de software.

A batalha entre Hotz e a Sony ilustra as tensões crescentes entre as companhias que constroem os produtos e os consumidores que os possuem – em especial, entusiastas hackers que querem modificar os aparelhos que compraram de forma legítima.

Hotz afirma ter hackeado o PlayStation para rodar o sistema Linux. Já a Sony alega que o software dele violou a lei de direitos digitais dos EUA, que proíbe a chamada engenharia reversa em proteções criptografadas.

Quando a rede online da Sony ficou offline na última semana, algumas pessoas pensaram que o ataque poderia ter acontecido em retaliação pela perseguição da Sony a Hotz.

Em seu blog, Hotz ainda aproveita para dizer que não teve nada a ver com o ataque e que condena tal prática. “Eu não sou louco, e preferiria não ter o FBI batendo à minha porta”, escreveu. “Rodar programas caseiros e explorar a segurança em seu aparelho é legal, mas hackear o servidor de outra pessoa e roubar bases de dados de informações de usuários não é legal.”

Entenda o caso
No dia 26/4, a Sony anunciou que uma “invasão externa” à sua rede online conseguiu ter acesso aos dados pessoais e talvez informações de senhas, histórico de compras e até números cartão de crédito dos mais de 70 milhões de jogadores que utilizam a rede do PlayStation 3.

O caso é tão sério que, segundo um instituto de pesquisas especializado, o prejuízo da Sony com o vazamento desses dados poderia ultrapassar os 24 bilhões de dólares.

No dia seguinte ao anúncio, começaram a surgir relatos de gamers que tiveram problemas com seus cartões de crédito, de acordo com os sites como Ars Technica e VGN 365.

Ambos afirmam ter recebido um grande número de mensagens, via e-mail, comentários e mensagens via Twitter, de leitores usuários da PSN que dizem ter tido problemas com compras ou saques não autorizados.

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