terça-feira, 13 de abril de 2010

McAfee Processada

Quem diria...

Duas mulheres da Califórnia, nos Estados Unidos, entraram com um processo contra a empresa de segurança McAfee. A empresa é acusada de levar os consumidores a assinar serviços terceirizados e fornecer informações de cartões de créditos e débito para fornecedores sem permissão.

A ação, movida por Melissa Ferrington e Cheryl Schmidt, pediu a uma corte federal de São Francisco para conceder status de ação de classe ao caso e exige que a McAfee seja impedida de continuar a prática. As mulheres também pediram indenização compensatória e punitiva, algo que será decidido no julgamento.

Quando os consumidores compram o software de segurança da McAfee online, antes do início do download, um pop-up com um grande botão “Teste agora” aparece.

“O pop-up, que simula a aparência de outras páginas da McAfee, agradece ao consumidor pela compra do software McAfee e solicita aos usuários que cliquem em um botão vermelho que diz ‘Teste agora’”, afirma o documento. “O pop-up não contém nenhuma pista visual ou indicação textual de que é uma propaganda para outro produto e não informa que, ao clicar em ‘Teste agora’, o usuário não recebe o produto da McAfee, mas compra um produto completamente diferente. Ao invés disso, todas as imagens sugerem que o ‘Teste agora’ é um passo necessário para baixar o software da McAfee.”

Taxa mensal

Ao clicar no pop-up, os usuários concordam em pagar uma taxa mensal de 4,95 dólares cobrada pela Arpu, companhia que cria propagandas para a web “permitindo que um produto ou serviço anunciado possa ser obtido com um único clique”, segundo o site da companhia.

A página lista a McAfee como uma de suas parcerias. “Quando um consumidor da McAfee completar uma compra no McAfee.com, uma propaganda de um produto ou serviço relacionado é exibida. Os consumidores interessados podem assinar o produto ou serviço utilizando o mesmo método de pagamento que foi inserido na compra do site McAfee.com”, diz o site da Arpu. “Esta comodidade para o cliente aperfeiçoa o fluxo de compra e aumenta a taxa global de conversão.”

Ferrington e Schmidt afirmaram que receberam a cobrança de 4,95 dólares por um serviço descrito como “PERFECTSPD”, uma referência ao serviço de desfragmentação de discos online PerfectDisk Live, da Raxco Software.

“Um único clique no pop-up enganador causa a compra de um produto não desejado da Arpu, uma venda feita sem o conhecimento nem autorização dos consumidores, utilizando informações de pagamento de cartões que foram confiados apenas à McAfee”, afirma a ação.

O processo alega que a McAfee violou várias práticas comerciais federais e estaduais, além de leis de defesa do consumidor. A McAfee não respondeu ao pedido de entrevista para comentar o caso.

Pcworld

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